quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Bocas de lobo e as ruas

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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Flagrantes e propostas para ciclovias e calçadas e o IPEA




Pesquisa IPEA


Em maio de 2003 o IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, do Ministério de Planejamento, Orçamento e Gestão (Brasil), publicou uma síntese dos resultados da pesquisa: “Impactos Sociais e Econômicas dos Acidentes de Trânsito nas Aglomerações Urbanas”, realizada pelo Instituto, em conjunto com a ANTP – Associação Nacional de Transportes Públicos. A pesquisa incluiu quedas de pedestres na calçada ou na própria via, sem a participação direta ou indireta de um veículo. Essas ocorrências não são consideradas como acidentes de trânsito.

A pesquisa realizada na Aglomeração Urbana de São Paulo revelou 9 quedas por grupo de mil habitantes, a um custo médio em torno de R$2,5 mil por queda. Se aplicarmos esses valores à população urbana do Brasil de quase 138 milhões de habitantes, chegasse a um custo total das quedas e tropeços nas cidades de R$ 3,1 bilhões de reais, o que obviamente justificaria grandes investimentos em melhoria das calçadas.


Apresentam-se sinteticamente na Nota Técnica uma discussão de alguns dos fatores determinantes da qualidade de calçadas: Largura das Calçadas: A largura desejável depende do número de pedestres esperados e o espaço que ocupam. Largura da área de separação: Áreas de separação (“buffer zones”) entre o tráfego veicular e o de pedestres são desejáveis para prover mais altos níveis de conforto, segurança pública e de segurança aos pedestres.
· Pavimento do Passeio: concreto é a superfície preferida para os passeios, provém a maior vida útil e menor manutenção.
· Inclinação: Os passeios devem ser construídos para acomodar todos os pedestres e devem ser mais plano que a prática possa permitir. Rampas: são desejáveis em todas as travessias, tanto nas interseções quanto nas entre-quadras.
· Rampas acomodam não somente pessoas em cadeiras de roda mas também todos os pedestres, especialmente considerando ambulantes, carrinhos de mão, carrinhos de bebê, malas com rodas, idosos e pedestres com redução de mobilidade.
· Obstáculos ao longo da via: pode não ser identificado pelos pedestres, principalmente os com deficiências visuais.
· Obstáculos aéreos devem ser retirados da rota dos pedestres. Aqueles obstáculos que invadem os passeios devem ter altura mínima igual a 2,1m. Iluminação. Uma boa iluminação pública aumenta a visibilidade, conforto e segurança pública dos pedestres caminhando nas calçadas à noite. Iluminação reforçada é recomendável em áreas onde exista alta concentração de atividades noturnas de pedestres, tais como igrejas, escolas, centros comunitários e passarelas.
· Drenagem. A micro-drenagem permite o escoamento superficial direto da água precipitada evitando que a água fique acumulada no passeio.
· Mobiliário Urbano. A disposição dos elementos ao longo da calçadas deve respeitar uma área de desobstrução mínima de 1,20m. Ao plantar-se árvores, deve ser ponderado o tamanho das raízes e a área livre a fim de não levantar a calçada.

As leis municipais normalmente responsabilizam cada proprietário pela manutenção das boas condições do trecho de calçada em frente da sua edificação, o que resulta em uma variedade de tratamentos.

Se cada proprietário constrói de uma forma sua calçada o resultado disso obviamente é uma grande variedade nos pavimentos a cada mudança de lote. Como muitas vezes não existe uma fiscalização sistemática, alguns proprietários não mantêm suas calçadas. Percebe-se então calçadas completamente abandonadas, esburacadas, cheias de obstáculos, sem revestimento.


Um fator determinante da má qualidade das calçadas é o conceito, ainda geral mas errôneo, de que a calçada não faz parte do sistema de trânsito. Assim, mesmo em cidades com agentes de operação de trânsito, não há agentes equivalentes trabalhando para manter as calçadas livres e em boas condições para a circulação de pedestres.



(*)Texto extraído do documento "Melhorando as condiçoes de caminhada nas calçadas - Philip Anthony Gold - Outubro de 2003



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Uma parceria entre Copel, Sanepar, empresas de telecomunicações e PMC poderia refazer Curitiba.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Comparando



quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

È difícil entender a incapacidade brasileira de fazer e administrar suas cidades



Mais filmes em

http://www.youtube.com/my_playlists?pi=0&ps=20&sf=&sa=0&dm=0&p=205AFD5C0AFDAC3B

por favor, vejam, comentem, pensem, comparem com o que vemos no Brasil.

imagens dinâmicas da Cidade do Porto











Cidade do Porto

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Racionalidade urbana

Velocidade e convivência




Em Curitiba discutimos a oportunidade de se fazer ciclovias, ciclofaixas, bicicletários e sistemas de incentivo e apoio a ciclistas. Paralelamente temos o pesadelo chamado “calçadas”, essas picadas decoradas que reservaram para os pedestres que precisam caminhar através da capital paranaense. Aliás, esse é até um problema pior para aqueles que transitam a pé ou de bicicleta ao longo das rodovias, autênticos matadouros.

De Blumenau vimos o jornal digital “Mutirão”, publicação da “Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Médio Vale do Itajaí” (dezembro de 2009) onde a questão da mobilidade urbana é mal tratada, na nossa opinião não destacando de forma adequada o desafio de construir, manter, racionalizar e limitar o crescimento das cidades brasileiras. Mais ainda, a disciplina que se deveria impor energicamente ao uso de veículos motorizados de modo a conviverem harmoniosamente com pedestres e ciclistas não é comentada. Na Europa, nas cidades mais evoluídas, podemos, por exemplo, observar o convívio tranqüilo entre ônibus, bondes, taxis, carros de socorro e serviço, pedestres e ciclistas em canaletas (cidade do Porto e Paris são bons exemplos); isso é possível porque, para quem tem pressa, existem sistemas ferroviários e metroviários onde a velocidade pode ser maior com segurança.

No Brasil, a perda de desenvolvimento em três décadas a partir dos anos oitenta (quebramos ao final da década de setenta, a moratória foi em 1987) e agora uma política fiscal que concentra nossa receita fiscal em uma União perdulária e simpática aos banqueiros inviabilizam os municípios, pior ainda, entre outros fatores negativos, estimulam o uso de combustíveis, pois os municípios são beneficiários das taxas e impostos sobre a gasolina, álcool e óleo diesel gastos em suas fronteiras. Lógicas simplórias (ou muito espertas) de ocupação de solo toleraram invasões, ampliando-se as fronteiras habitadas, gerando-se pressões por investimentos pesados em transporte coletivo, pavimentação, saneamento básico etc. Incentivos fiscais desprezam a distribuição do desenvolvimento, permitindo, aos pouco, a formação de monstrópolis, tão convenientes aos projetos políticos de algumas lideranças nacionais...

E as bicicletas?

Santa Catarina já foi o império desses veículos de duas rodas, tão saudáveis que se instalam bicicletas estacionárias em academias para o pessoal perder peso, colesterol, diabetes e ganhar massa muscular e beleza física. Isso era natural em cidades como Blumenau, Brusque e Joinville. Infelizmente vieram os automóveis, ganhamos velocidade, atropelamentos, poluição, deficientes físicos, hospitais e a necessidade de mais espaço para cemitérios.

A cidade de Blumenau poderia ser um brinco, uma graça se não tivessem travado o Projeto Jica e outros que o sucederiam, se os prefeitos locais descobrissem e viabilizassem a possibilidade de fazer túneis ligando bairros importantes (jampeando o centro), se a margem esquerda do Rio Itajaí já tivesse seu muro de arrimo (espelho do atual e alongado), se mais calçadões e vigilância severa do trânsito impedisse os malucos do trânsito de fazerem suas estripulias criminosas, se, acima de tudo, a cidade se submetesse a maior racionalidade.

O Vale do Itajaí como um todo deveria ter um sistema de transporte ferroviário moderno e saber usar melhor suas hidrovias, talvez ampliando-as criando canais navegáveis sem esquecer os sistemas de drenagem, abandonados absurdamente após a extinção do DNOS.

Sim, precisamos de mais inteligência e menos paixões, gostos, caprichos, radicalismos. O mundo moderno exige racionalidade. Precisamos reconquistar a harmonia que só encontramos em “shopping centers”, nossas verdadeiras cidades em metrópoles mais e mais violentas e poluídas.



Cascaes

6.1.2010

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Calçadas e orelhões assassinos


domingo, 3 de janeiro de 2010

Cidadania de Pé no Chão


sábado, 2 de janeiro de 2010

As calçadas devem ter a mesma solução gerencial das ruas

No eixo da Vicente Machado

O petit pavê - um problema sério em Curitiba

Qualquer obra penaliza o pedestre

Só rindo para não chorar





Orelhões, Caçambas e Tapumes, o pedestre que se dane