segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Minha Rua e Roberto Ghidini

O engenheiro
Roberto Ghidini
51 anos, observador urbano, cavaleiro templário sem pretenções de mudar o mundo mas descontente como vai a coisa... Engenheiro Civil pela Universidade Federal do Paraná (1982), com especialização em Engenharia Nuclear (UFPR/CNEN/MME - 1981) atualmente concluindo doutorado em Urbanismo em Madrid, na ETSAM/UPM, onde obteve a "suficiencia investigadora" (DEA), em novembro de 2007 colocou em seu blog
http://ghidinienespanha.blogspot.com
uma análise documentada das calçadas de Madri com as existentes em Curitiba na aioria de suas ruas em reportagens sob o título "Minha Rua".
Não deixem de ver, comentar, sugerir ações...

Cascaes
28.12.2009

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Estatizar as calçadas

Estatização das calçadas
Caminhar é um grande remédio para muitas doenças. Qualquer cardiologista pergunta, antes de tudo, se praticamos exercícios ou, ao contrário, enquadramo-nos no padrão “sedentário”. Não caminhar é uma forma de aumentar a cintura e o colesterol.
A expectativa de vida do brasileiro está crescendo rapidamente. Chegando a sete décadas, o cidadão vivente nesta terra tropical sente restrições e facilidades se tiver vivido intensamente ou com alguma prudência.
O idoso adquire fragilidades em conseqüência da perda de agilidade, capacidade sensorial, motora etc. As dificuldades vão da necessidade de lugares para suas necessidades fisiológicas, inexistentes em nossas ruas e avenidas, até a segurança do piso e a convivência com motoristas nem sempre civilizados em suas máquinas metálicas.
Caminhamos levando crianças para suas escolas, indo ao trabalho, talvez procurando um lugar para sentar, existir nas cidades. Caminhamos?
A invenção dos “shoppings centers” mudou a lógica dos nossos planejadores urbanos. Parece que agora a prioridade é a fluidez do trânsito motorizado entre um shopping e outro, da fábrica para a casa, do bar para o parque, da casa para a igreja...
As cidades se transformaram em arquipélagos onde, para ir de uma ilha a outra, ou embarcamos em algo movido a combustíveis, pesando e poluindo sobre ruas asfaltadas (irradiadoras de calor) e mantidas com todo carinho pelos prefeitos, ou arriscamo-nos a caminhar sobre circuitos que são autênticos campos minados, cheios de armadilhas, atravessando pistas, sendo alvo de bandidos armados de revólveres ou dentro de veículos assassinos.
Quem mandou ser pobre, idoso ou maluco?
Por algum artifício legal as calçadas são, exceto algumas de interesse midiático ou super estratégico, de responsabilidade do proprietário do imóvel confrontante. Esse cidadão deve cuidar para que o espaço do andarilho urbano seja adequado às suas necessidades. Será?
Não existem duas pessoas iguais, imaginem a diferença de visão de centenas de milhares de proprietários de imóveis diante da responsabilidade de fazer e cuidar das suas calçadas. O resultado desse equívoco é a descontinuidade, a má qualidade, o perigo de andar pelas calçadas (quando existem).
Aos poucos ganhamos mais e mais leis; dentro desse universo normativo perigoso que se abate sobre o povo, temos coisas boas, como, por exemplo, a definição de direitos e deveres dos proprietários de imóveis, pedestres, motoristas, empresários etc.
Naturalmente, envelhecendo, a população torna-se dependente de cuidados que nos tempos de nossos avós não eram tão importantes na maioria absoluta das cidades em qualquer lugar do mundo. Lembrando como vivíamos há seis décadas passadas em Blumenau não podemos esquecer os conselhos para não pisar em urina de cavalo, atenção para não levar coice, nada de pescar nos rios sem cuidados especiais (por exemplo, as cobras, bichinhos tinhosos), ao jogar bola na rua quando o Ford de Bigode ou algum carro mais moderno aparecesse deixá-lo passar, cuidado para não quebrar vidraças dos vizinhos, se subir em alguma goiabeira (nada melhor do que goiaba assim) não vá cair e por aí afora.
O mundo mudou muito, agora somos gente aprisionada entre cercas eletrificadas durante a noite para não sermos assaltados, vemos na televisão que o mundo vai acabar mergulhado em água quente e ao sairmos de casa devemos tomar cuidados especiais, se formos a pé, para não sermos agredidos, atropelados, não cairmos em buracos, não tropeçarmos em pedras e raízes, não escorregarmos em pedrinhas que saudosistas dizem lembrar os tempos da titia...
Precisamos corrigir, atualizar as cidades, curá-las dos males de uma modernidade mal feita.
Obviamente construir sistemas e equipamentos sofisticados dá voto, é bonito. E as calçadas não poderiam ser enquadradas em projetos políticos, midiáticos?
A transferência da responsabilidade de projetar, fazer e manter calçadas para as prefeituras seria a viabilização de grandes projetos em condições de se financiarem via BNDES com fundos específicos. Nossas prefeituras poderiam acionar as concessionárias de serviços públicos para a formação de parcerias e assim refazer a parafernália que se instalou sob e sobre nossas calçadas. O trabalho excitaria grandes empreiteiras, teria a simpatia dos banqueiros e haveria como submetê-lo com esperança de cumprimento às normas e regras de acessibilidade e mobilidade federais, estaduais e municipais. Em menos de dois anos estaríamos viabilizando uma revolução urbanística. Criaríamos centenas de milhares de postos de trabalho, a maioria absoluta para profissionais de nível médio, pedreiros, eletricistas, calceteiros, encanadores etc.
Sob comando único teríamos quem responsabilizar pelo sucesso ou insucesso de decisões gerenciais.
Concluindo, o que estamos esperando?
Vamos abraçar com vigor a bandeira, “estatização já das calçadas brasileiras”.

Cascaes
17.12.2009

sábado, 28 de novembro de 2009

Inter 2

Ciclovias



Concurso de Projetos de Urbanismo

É bom saber que existe

Eixo da Arthur Bernardes



Sem manutenção e perigosa



Um depoimento triste

Embarque e desembarque de ônibus - um desafio

A violência da queda em calçadas

sábado, 14 de novembro de 2009

Eng. Roberto Ghidini e o início de uma caminhada

Relaxamento



Piso exemplar





Marco Zero - trincheira e prédio abandonado





Revestimento de calçadas



As esquinas

Estudos sobre o impacto do automóvel no comportamento humano

Calçadas danificadas

Barreiras para os pedestres

Faixas e tartarugas

Técnicas de construção de calçadas

Valetas entre o asfalto e o meio fio



em 24 de janeiro de 2011



Gerenciamento de obras e os pedestres

Manutenção ausente - armadilhas na praça

Esquinas mal preparadas para o pedestre



Irregularidades perigosas

Condição após mudanças - ponto de ônibus inativo

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Engenheiro Roberto Ghidini

A mobilidade em Curitiba

Literatura Técnica Digital sobre Curitiba

As calçadas curitibanas e o presidente da Sociedad Peatonal

Lombadas e acidentes

O Transporte Coletivo de Madri

Madri - um modelo

Espanha e a mobilidade urbana

proposta de maratona fotográfica e cinematográfica

proposta de maratona fotográfica e cinematográfica

Maratona da Mobilidade Urbana no Século 21

Prezados amigos

Precisamos gerar fatos políticos, midiáticos, culturais, técnicos e educacionais se realmente quisermos motivar mudanças, ajustes e preservação do que entendemos ser válido.
A luta pela mobilidade do pedestre nas cidades passa pelo aprimoramento das calçadas, ruas, transporte coletivo, segurança (policial, iluminação, qualidade do piso etc.) etc.
A presença entre nós do engenheiro Roberto Ghidini deve ser motivo de máxima atenção e aproveitamento de seus conhecimentos.
Paralelamente a formação da Sociedad Peatonal merece fatos que a lancem na mídia, ainda que informal.
Assim propomos realizar nesta semana próxima a primeira Maratona da Mobilidade Urbana no Século 21 em Curitiba, a partir de local abrigado e público, onde nos encontraremos para, armados de filmadoras, máquinas fotográficas e muita vontade sairmos caminhando (e usando o transporte coletivo) pela cidade, ruas de toda espécie, nas calçadas, entrevistando-nos, conversando com pedestres, filmando tudo, fotografando e cada um colocando em seus endereços youtube, blogs, picassa etc. o que obtiver, de modo a todos saberem o que foi registrado nessa caminhada.
A idéia, além do fato em si, é criarmos uma rede de documentação da situação em Curitiba e sugerirmos que se faça o mesmo em outras cidades brasileiras e estrangeiras, mostrando o que existe, imagina-se fazer e os possíveis efeitos dentro dos objetivos de sustentabilidade e dignidade propostos por todos que têm consciência da necessidade de se mudar paradigmas.
Atenciosamente

João Carlos Cascaes
6.11.2009
Vejam filmes (em processo de upload neste momento) em http://www.youtube.com/JCCascaes de encontro informal onde nasceu a idéia.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Quem sabe responder, por favor, coloque em comentários neste blog

Alguém pode responder?
Nossas perguntas são:
1. Quais são as normas para construção de calçadas externas (ladeando ruas, avenidas, alamedas e logradouros públicos) na sua cidade?
2. Os pisos de passeios externos atendem critérios específicos de engenharia e arquitetura? Quais são?
3. Quem (prefeitura, proprietário ou locatário do imóvel) é responsável pela construção e manutenção das calçadas?
4. Qual é a taxa de acidentes com pedestres (atropelamentos, tombos, etc.)?
5. Podem dar informações adicionais sobre vossa cidade (estatísticas, dimensões, histórico sobre o tema acessibilidade, próximos projetos, programas de mobilidade)?

Com certeza estaremos prontos a responder questões semelhantes que interessarem a vossas atividades.
Atenciosamente

João Carlos Cascaes
Curitiba, 14.9.2009

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Reportagem da TV RPC - calçadas

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Poços e tubos e obstáculos

Curitiba - Avenida Arthur da Silva Bernardes

vejam o detalhe, cobertura da tampa de inspeção

corte na manta asfáltica sobre a base - calçadas de Paris

na calçada, cobertura sobre piso antigo



Piso de pedra coberto

Detalhes do piso das calçadas de Paris





Tipo de calçada de Paris

Bicicletas e calçadas de Paris

Paris

Ciclovias, calçadas, motocicletas em Bordeaux

Coexistência pacífica

Bordeaux e suas calçadas

ônibus elétrico e gratuito em Arcachon

Arcachon

domingo, 2 de agosto de 2009

Uma calçada mais antiga

Praça da Batalha na Cidade do Porto

Vias diversas - ciclovia e rua

Olhando o Porto

calçada na ladeira

Vendo o Porto a partir de Vila Nova de Gaia



Atenção para a calçada, piso

Cuidado na instalação de uma tampa de inspeção