quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

È difícil entender a incapacidade brasileira de fazer e administrar suas cidades



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por favor, vejam, comentem, pensem, comparem com o que vemos no Brasil.

imagens dinâmicas da Cidade do Porto











Cidade do Porto

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Racionalidade urbana

Velocidade e convivência




Em Curitiba discutimos a oportunidade de se fazer ciclovias, ciclofaixas, bicicletários e sistemas de incentivo e apoio a ciclistas. Paralelamente temos o pesadelo chamado “calçadas”, essas picadas decoradas que reservaram para os pedestres que precisam caminhar através da capital paranaense. Aliás, esse é até um problema pior para aqueles que transitam a pé ou de bicicleta ao longo das rodovias, autênticos matadouros.

De Blumenau vimos o jornal digital “Mutirão”, publicação da “Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Médio Vale do Itajaí” (dezembro de 2009) onde a questão da mobilidade urbana é mal tratada, na nossa opinião não destacando de forma adequada o desafio de construir, manter, racionalizar e limitar o crescimento das cidades brasileiras. Mais ainda, a disciplina que se deveria impor energicamente ao uso de veículos motorizados de modo a conviverem harmoniosamente com pedestres e ciclistas não é comentada. Na Europa, nas cidades mais evoluídas, podemos, por exemplo, observar o convívio tranqüilo entre ônibus, bondes, taxis, carros de socorro e serviço, pedestres e ciclistas em canaletas (cidade do Porto e Paris são bons exemplos); isso é possível porque, para quem tem pressa, existem sistemas ferroviários e metroviários onde a velocidade pode ser maior com segurança.

No Brasil, a perda de desenvolvimento em três décadas a partir dos anos oitenta (quebramos ao final da década de setenta, a moratória foi em 1987) e agora uma política fiscal que concentra nossa receita fiscal em uma União perdulária e simpática aos banqueiros inviabilizam os municípios, pior ainda, entre outros fatores negativos, estimulam o uso de combustíveis, pois os municípios são beneficiários das taxas e impostos sobre a gasolina, álcool e óleo diesel gastos em suas fronteiras. Lógicas simplórias (ou muito espertas) de ocupação de solo toleraram invasões, ampliando-se as fronteiras habitadas, gerando-se pressões por investimentos pesados em transporte coletivo, pavimentação, saneamento básico etc. Incentivos fiscais desprezam a distribuição do desenvolvimento, permitindo, aos pouco, a formação de monstrópolis, tão convenientes aos projetos políticos de algumas lideranças nacionais...

E as bicicletas?

Santa Catarina já foi o império desses veículos de duas rodas, tão saudáveis que se instalam bicicletas estacionárias em academias para o pessoal perder peso, colesterol, diabetes e ganhar massa muscular e beleza física. Isso era natural em cidades como Blumenau, Brusque e Joinville. Infelizmente vieram os automóveis, ganhamos velocidade, atropelamentos, poluição, deficientes físicos, hospitais e a necessidade de mais espaço para cemitérios.

A cidade de Blumenau poderia ser um brinco, uma graça se não tivessem travado o Projeto Jica e outros que o sucederiam, se os prefeitos locais descobrissem e viabilizassem a possibilidade de fazer túneis ligando bairros importantes (jampeando o centro), se a margem esquerda do Rio Itajaí já tivesse seu muro de arrimo (espelho do atual e alongado), se mais calçadões e vigilância severa do trânsito impedisse os malucos do trânsito de fazerem suas estripulias criminosas, se, acima de tudo, a cidade se submetesse a maior racionalidade.

O Vale do Itajaí como um todo deveria ter um sistema de transporte ferroviário moderno e saber usar melhor suas hidrovias, talvez ampliando-as criando canais navegáveis sem esquecer os sistemas de drenagem, abandonados absurdamente após a extinção do DNOS.

Sim, precisamos de mais inteligência e menos paixões, gostos, caprichos, radicalismos. O mundo moderno exige racionalidade. Precisamos reconquistar a harmonia que só encontramos em “shopping centers”, nossas verdadeiras cidades em metrópoles mais e mais violentas e poluídas.



Cascaes

6.1.2010

sábado, 2 de janeiro de 2010

As calçadas devem ter a mesma solução gerencial das ruas

No eixo da Vicente Machado

O petit pavê - um problema sério em Curitiba

Qualquer obra penaliza o pedestre

Só rindo para não chorar





Orelhões, Caçambas e Tapumes, o pedestre que se dane

Como pode?