quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Flagrantes e propostas para ciclovias e calçadas e o IPEA




Pesquisa IPEA


Em maio de 2003 o IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, do Ministério de Planejamento, Orçamento e Gestão (Brasil), publicou uma síntese dos resultados da pesquisa: “Impactos Sociais e Econômicas dos Acidentes de Trânsito nas Aglomerações Urbanas”, realizada pelo Instituto, em conjunto com a ANTP – Associação Nacional de Transportes Públicos. A pesquisa incluiu quedas de pedestres na calçada ou na própria via, sem a participação direta ou indireta de um veículo. Essas ocorrências não são consideradas como acidentes de trânsito.

A pesquisa realizada na Aglomeração Urbana de São Paulo revelou 9 quedas por grupo de mil habitantes, a um custo médio em torno de R$2,5 mil por queda. Se aplicarmos esses valores à população urbana do Brasil de quase 138 milhões de habitantes, chegasse a um custo total das quedas e tropeços nas cidades de R$ 3,1 bilhões de reais, o que obviamente justificaria grandes investimentos em melhoria das calçadas.


Apresentam-se sinteticamente na Nota Técnica uma discussão de alguns dos fatores determinantes da qualidade de calçadas: Largura das Calçadas: A largura desejável depende do número de pedestres esperados e o espaço que ocupam. Largura da área de separação: Áreas de separação (“buffer zones”) entre o tráfego veicular e o de pedestres são desejáveis para prover mais altos níveis de conforto, segurança pública e de segurança aos pedestres.
· Pavimento do Passeio: concreto é a superfície preferida para os passeios, provém a maior vida útil e menor manutenção.
· Inclinação: Os passeios devem ser construídos para acomodar todos os pedestres e devem ser mais plano que a prática possa permitir. Rampas: são desejáveis em todas as travessias, tanto nas interseções quanto nas entre-quadras.
· Rampas acomodam não somente pessoas em cadeiras de roda mas também todos os pedestres, especialmente considerando ambulantes, carrinhos de mão, carrinhos de bebê, malas com rodas, idosos e pedestres com redução de mobilidade.
· Obstáculos ao longo da via: pode não ser identificado pelos pedestres, principalmente os com deficiências visuais.
· Obstáculos aéreos devem ser retirados da rota dos pedestres. Aqueles obstáculos que invadem os passeios devem ter altura mínima igual a 2,1m. Iluminação. Uma boa iluminação pública aumenta a visibilidade, conforto e segurança pública dos pedestres caminhando nas calçadas à noite. Iluminação reforçada é recomendável em áreas onde exista alta concentração de atividades noturnas de pedestres, tais como igrejas, escolas, centros comunitários e passarelas.
· Drenagem. A micro-drenagem permite o escoamento superficial direto da água precipitada evitando que a água fique acumulada no passeio.
· Mobiliário Urbano. A disposição dos elementos ao longo da calçadas deve respeitar uma área de desobstrução mínima de 1,20m. Ao plantar-se árvores, deve ser ponderado o tamanho das raízes e a área livre a fim de não levantar a calçada.

As leis municipais normalmente responsabilizam cada proprietário pela manutenção das boas condições do trecho de calçada em frente da sua edificação, o que resulta em uma variedade de tratamentos.

Se cada proprietário constrói de uma forma sua calçada o resultado disso obviamente é uma grande variedade nos pavimentos a cada mudança de lote. Como muitas vezes não existe uma fiscalização sistemática, alguns proprietários não mantêm suas calçadas. Percebe-se então calçadas completamente abandonadas, esburacadas, cheias de obstáculos, sem revestimento.


Um fator determinante da má qualidade das calçadas é o conceito, ainda geral mas errôneo, de que a calçada não faz parte do sistema de trânsito. Assim, mesmo em cidades com agentes de operação de trânsito, não há agentes equivalentes trabalhando para manter as calçadas livres e em boas condições para a circulação de pedestres.



(*)Texto extraído do documento "Melhorando as condiçoes de caminhada nas calçadas - Philip Anthony Gold - Outubro de 2003



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Uma parceria entre Copel, Sanepar, empresas de telecomunicações e PMC poderia refazer Curitiba.

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