sábado, 19 de fevereiro de 2011

Insegurança total

2 comentários:

Luis Peters disse...

Em outras partes da ilha a situação é ainda pior.
No entanto, a prioridade é conferida à circulação das pessoas que estiverem em carro, somente.
O estabelecimento de limites de velocidade temerários ante a proximidade de pessoas em circulação também é regra que os engenheiros adotam, cedendo absurdamente à vontade dos motorizados.
Se tiver oportunidade, verifique essa matéria: http://bicicletanarua.wordpress.com/2011/02/05/sc-401-oferece-ainda-mais-riscos-aos-ciclistas-neste-verao/ . Nela se verifica como as autoridades de trânsito liberaram o acostamento da rodovia estadual campeã de mortes e ocorrências para a circulação dos carros e sua transformação em pista de ultrapassagem. O que era dos pedestres, cadeirantes, ciclistas, virou palco de motoristas desenfreados, sob a tutela do estado.
No que tange à competência pelas calçadas, é estranho os municípios brasileiros atribuirem-na aos proprietários dos lotes lindeiros, ante o conceito de via adotado pelo CTB:
VIA - superfície por onde transitam veículos, pessoas e animais, compreendendo a pista, a calçada, o acostamento, ilha e canteiro central.
Se a via é da responsabilidade do poder público, por que a calçada não?

Henrique disse...

Excelente este e os outros vídeos. Concordo inteiramente com seu ponto de vista. Em primeiro lugar: velocidades de 80 km/h são incompatíveis com cidades. Andar numa calçada assim é como estar permamentemente à beira de um abismo. Por isso eu estou propondo - num trabalho que devo apresentar no próximo congresso da ANTP, no Rio - a limitação de velocidades em vias urbanas - onde circulam pedestres - a 50 km/h. Em segundo lugar: a responsabilidade pelas calçadas tem de ser do poder público. Um exemplo: se um motorista para o carro para em cima da calçada - como é absolutamente a regra aqui no Rio - é o propritário da casa ou o síndico do prédio que vai tirar o carro de lá? E os danos que isso provoca na calçada? Parabéns pelo blog.